Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito

É com base nessas duas figuras: ‘violência’ e ‘força’, que Jesus asseverou aos seus interlocutores, que, desde os dias dos profetas, até aquele momento, os homens se ‘apoderavam’ do reino dos céus à força, ou seja, confiados que eram descendência de Abraão e oferecendo sacrifícios!


Introdução

O profeta Zacarias teve uma visão, cuja mensagem deveria ser repassada a Zorobabel, um líder de Judá, que liderou o primeiro grupo de judeus exilados, que voltaram do cativeiro babilônico a Jerusalém, por volta de 539 a.C., quando o rei Ciro era o regente da Pérsia. (Ed 1:1)

Zacarias foi contemporâneo do profeta Ageu (Esdras 5:1). Ambos foram comissionados para despertar os judeus a retomarem a construção do templo (Esdras 6:14). O profeta Zacarias era descendente de famílias sacerdotais, da tribo de Levi, sendo filho de Baraquias, filho de Ido. Zacarias se apresentou como “o Filho de Baraquias” (Zacarias 1:1).  Foi nomeado por Esdras como “o filho de Ido”, avô de Zacarias.

Ele foi um profeta das tribos do Reino de Judá e, conforme os livros que compõe o Cânon Sagrado, é o décimo primeiro livro dos doze profetas menores.

Vale lembrar que, quando Nabucodonosor, o rei da Babilônia, conquistou Jerusalém, o templo construído por Salomão foi completamente destruído e o povo de Israel deportado, tudo conforme predito pelos profetas. Após setenta anos de cativeiro, o rei Ciro da Pérsia decretou que alguns israelitas poderiam voltar a Jerusalém e reconstruir o templo (Esdras 1:2-4).

Zorobabel era um dos exilados que retornaram a Jerusalém e como era da linhagem real, descendente de Davi, tornou-se governador de Judá. Zorobabel organizou a reconstrução do templo, tendo o sacerdote Jesua e outros líderes do povo como seus auxiliares, restabelecendo o culto, os sacrifícios e as celebrações estabelecidas na Lei (Esdras 3:2-3; Rm 9:4).

 

A visão

O profeta Zacarias teve diversas visões e, em uma das visões, ele parecia estar absorto pelas coisas que viu. Em determinado momento, o mensageiro celestial que falava com Zacarias fez ele voltar a si, ação que o profeta descreveu como quando alguém é despertado de um sono.

O profeta foi interpelado: – “Que vês?” E o profeta responde, descrevendo o que estava contemplando. Zacarias viu um castiçal todo de ouro de sete ‘lâmpadas’ e, acima, um vaso de azeite. Do vaso de azeite procediam sete canudos que abasteciam as lâmpadas do candelabro, um canudo para cada lâmpada. Por cima do candelabro, acima das lâmpadas e do vaso, havia duas oliveiras, uma à esquerda e outra à direita do vaso de azeite.

Ao que o profeta Zacarias interpelou o ser celestial: – “Senhor meu, que é isto?” Note que o profeta desconhecia o significado daquela visão, ao que o anjo respondeu, dizendo:

“Esta é a palavra do SENHOR a Zorobabel, dizendo: Não por força nem por violência, mas, sim, pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos (Zc 4:6).

Zacarias teve uma visão e o significado da visão era uma mensagem a ser entregue ao rei Zorobabel, que dizia: ‘Não por força nem por violência, mas, sim, pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos’. Qual o significado da mensagem? Qual o significado de ‘força’ e ‘violência’? Qual o significado de ‘espírito’?

A mensagem de Deus a Zorobabel é enigmática, com pelo menos três figuras a serem interpretadas.

Para compreender essa mensagem, temos de lembrar que Deus falava abertamente somente a Moisés, e que, com relação ao povo, Deus falava por enigmas.

“E disse: Ouvi agora as minhas palavras; se entre vós houver profeta, eu, o SENHOR, em visão a ele me farei conhecer, ou, em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a semelhança do SENHOR; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?” (Nm 12:6-8).

 

Força

Quando da leitura das Escrituras, verifica-se Moisés bendizendo a Deus como sendo a sua força, a sua salvação (Êx 15:2). No mesmo capítulo, Moisés substitui o termo ‘força’ por ‘destra’ (Êx 15:6), ‘mão direita’ (Êx 15:12). Neste sentido, através do que é próprio às poesias hebraicas, paralelismo, podemos afirmar que o termo ‘força’ substitui os termos braço, destra e mão direita.

“Tu, com a tua beneficência, guiaste a este povo, que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade” (Êx 15:13).

De Deus é a glória e a honra em salvar o seu povo, mas ‘qualquer que faz da sua carne o seu braço’ é maldito diante de Deus, pois Deus não dá a sua glória a outrem (Is 48:11).

“Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!” (Jr 17:5).

Ao dizer por enigmas a Zorobabel: ‘nem por força’, Deus estava enfatizando que a salvação não decorre da carne, ou seja, da carne de Abraão. Qualquer dos filhos de Israel que fizesse da carne o seu braço, seria maldito diante de Deus. Um dos modos de confiar na carne é dizer: ‘Temos por pai Abraão’, ‘Somos descendência de Abraão’ ou, ‘Nunca fomos escravos de ninguém’ (Mt 3:9; Lc 3:8; Jo 8:33).

Quem confia na carne, como faziam os judeus, não podem agradar a Deus! Saulo de Tarso é exemplo de tudo o que a ‘carne’ representa:

“Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, nos gloriamos em Jesus Cristo e não confiamos na carne. Ainda que, também eu, podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível” (Fl 3:3-6).

A força dos judeus estava na sua carne, porém, como bem asseverou o apóstolo Paulo:

“Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência” (Rm 9:6-8).

Os filhos, descendentes da carne de Abraão, equivocadamente pensavam que havia alcançado a bem-aventurança, só por serem filhos da carne de Abraão, porém, não atentaram que a promessa tem em vista a descendência de Abraão, que é Cristo (Gl 3:16).

Essa é a força do Senhor na qual os filhos de Israel deveriam se socorrer:

“Porque, assim diz o Senhor DEUS, o Santo de Israel: Voltando e descansando, sereis salvos; no sossego e na confiança estaria a vossa força, mas não quisestes” (Is 30:15).

 

Violência

E por que Deus disse a Zorobabel que ‘não é por violência’? Qual o significado da figura ‘violência’, que os profetas sempre alardeavam ao povo de Israel?

“Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue e os vossos dedos de iniquidade (…) As suas teias não prestam para vestes, nem se poderão cobrir com as suas obras; as suas obras são obras de iniquidade e obra de violência há nas suas mãos (Is 59:3 e 6).

Ao dizer: ‘nem por violência’, Deus estava enfatizando que não se agrada de sacrifícios. ‘Nem por violência’ tem o mesmo significado do texto a seguir:

“Tem porventura o SENHOR tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do SENHOR? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender, melhor é do que a gordura de carneiros” (1 Sm 15:22).

Para Deus, os sacrifícios oferecidos pelos filhos de Israel não passavam de ‘violência’, como se lê:

“Quem mata um boi é como o que tira a vida a um homem; quem sacrifica um cordeiro é como o que degola um cão; quem oferece uma oblação é como o que oferece sangue de porco; quem queima incenso em memorial, é como o que bendiz a um ídolo; também estes escolhem os seus próprios caminhos e a sua alma se deleita nas suas abominações” (Is 66:3).

As práticas que os filhos de Israel consideram agradáveis a Deus, na verdade, Deus suportava:

“Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação,  as luas novas,  os sábados e a convocação das assembleias; não posso suportar iniquidade, nem mesmo a reunião solene. As vossas luas novas e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer. Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue (Is 1:13-15).

Sacrifícios são repulsivos a Deus e comparados à violência, como quando alguém está com as mãos sujas de sangue! Quem oferece sacrifícios, comparece diante de Deus na condição de tolo, pois não sabe que eles não agradam a Deus, por meio de sacrifícios:

“GUARDA o teu pé, quando entrares na casa de Deus; porque chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal” (Ec 5:1).

 

Espírito

Se agradar a Deus não se dá por ser descendência de Abraão (força) e nem por sacrifícios (violência), do que Deus se agrada? Qual o significado de ‘espírito’ na fala: ‘… mas, pelo meu espírito’?

O espírito refere-se à palavra de Deus! O termo espírito, na mensagem anunciada a Zorobabel, tem o mesmo significado de Joel 2, verso 28:

“E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne…” (Jl 2:28).

Esse mesmo significado se encontra em Isaías, quando Deus denuncia que os filhos de Israel não tomavam o conselho de Deus; pois, buscavam proteção (cobertura), mas não do Seu espirito, ou seja, não obedeciam a palavra de Deus.

“Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que tomam conselho, mas não de mim; e que se cobrem com uma cobertura, mas não do meu espírito, para acrescentarem pecado sobre pecado” (Is 30:1).

Por que os filhos de Israel não tomavam o conselho de Deus? Porque não queriam ouvir o mandamento de Deus, pois diziam aos profetas para não verem e nem profetizarem da parte do Senhor.

“Porque este é um povo rebelde, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do SENHOR. Que dizem aos videntes: Não vejais e aos profetas: Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis e vede para nós enganos. Desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que o Santo de Israel cesse de estar perante nós” (Is 30:9-11).

Rejeitar a palavra de Deus, que é justiça e retidão, é o mesmo que confiar (estribar) na opressão e na perversidade. É desatino por parte do homem, que Deus tem por perversidade e maldade.

“Por isso, assim diz o Santo de Israel: porquanto rejeitais esta palavra e confiais na opressão e perversidade e sobre isso vos estribais, por isso, esta maldade vos será como a brecha de um alto muro que, formando uma barriga, está prestes a cair e cuja quebra virá subitamente” (Is 30:12-13).

Qualquer que confia em profetas que profetizam vaidades, se abrigan debaixo de uma cobertura feita com argamassa não temperada, ou seja, que ruirá:

“E os seus profetas têm feito para eles cobertura com argamassa não temperada, profetizando vaidade, adivinhando-lhes mentira, dizendo: Assim diz o Senhor DEUS; sem que o SENHOR tivesse falado” (Ez 22:28).

Tanto a cobertura (proteção), quanto as vestes de quem se utiliza de sacrifícios, para agradar a Deus, são inócuas, sem valor, pois são obras de iniquidade, obras de violência!

“As suas teias não prestam para vestes nem se poderão cobrir com as suas obras; as suas obras são obras de iniquidade e obra de violência há nas suas mãos” (Is 59:6).

A palavra de Deus é espírito, a mesma palavra que foi dada a Cristo e por isso mesmo Ele foi ungido (escolhido) por Deus, para pregar boas novas aos mansos e proclamar liberdade aos cativos (Is 61:1; Is 11:1; Is 42:1 e 7).

É em função do estabelecido por Deus nas Escrituras, que Jesus disse:

“… as palavras que eu vos disse são espírito e vida (Jo 6:63).

Cristo é o espírito vivificante (1 Co 15:45), Aquele que tem palavras de vida eterna (Jo 6:68).

 

Violência e força

Compreendendo o que foi dito a Zorobabel, compreende-se o que Jesus disse:

“E, desde os dias de João o Batista, até agora, se faz violência ao reino dos céus e pela força se apoderam dele” (Mt 11:12).

É com base nessas duas figuras: ‘violência’ e ‘força’, que Jesus asseverou aos seus interlocutores, que, desde os dias dos profetas, até aquele momento, os homens se ‘apoderavam’ do reino dos céus à força, ou seja, confiados que eram descendência de Abraão e oferecendo sacrifícios!

Um dos maiores erros da atualidade, ao ler a passagem bíblica que contém uma mensagem a Zorobabel, é pensar ‘violência’ e ‘força’, do ponto de vista socioeconômico, como pensam os acadêmicos marxistas, que reduzem os problemas de violência social a uma oposição de classes.

Desconsiderar que Jesus falava ao povo se utilizando de parábolas, propondo enigmas da antiguidade, resultará numa má leitura: “Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade” (Sl 78:2; Mt 13:35).

Os que usam de ‘violência’ e ‘força’ são os ricos a que o irmão Tiago se refere e contra quem faz imprecações de aís (Tg 5:1-6).

 

Altivos

A palavra de Deus demonstra a grandeza da obra, executada sob o comando de Zorobabel, o segundo templo, que apesar de menor que o templo de Salomão, receberia o Cristo, a Pedra Angular do Templo que Deus prometeu a Davi (Ag 2:7-9).

Por causa da aparente insignificância da obra sob o comando de Zorobabel, visto que muitos meneavam a cabeça ao se lembrarem da glória do Templo de Salomão (Ag 2:3), Deus questiona os altivos (monte) que desprezavam a obra sob o comando de Zorobabel (v. 10), pois seriam abatidos (campina), ante o fato de que a Pedra Angular seria a glória do segundo templo.

“Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel tornar-te-ás uma campina; porque ele trará a pedra angular com aclamações: Graça, graça a ela” (Zc 4:7).

Após a palavra de encorajamento a Zorobabel, Deus apresenta como prova de que falou por boca de Zacarias a palavra de que, quem lançou a pedra fundamental do templo, haveria de concluir a construção do templo (v. 8-9).

“E a palavra do SENHOR veio novamente a mim, dizendo: As mãos de Zorobabel têm lançado os alicerces desta casa; também as suas mãos a acabarão, para que saibais que o SENHOR dos Exércitos me enviou a vós” (Zc 4:8 -9).

Havia entre os filhos de Israel quem desprezava a construção do segundo templo, porém, a pedra sobre a qual estavam esculpidos setes olhos (Zc 3:9; Zc 4:10), aprova a execução da obra do templo por mão de Zorobabel.

Após receber a mensagem a ser retransmitida a Zorobabel, o profeta Zacarias, por curiosidade, perguntou ao mensageiro de Deus sobre as duas oliveiras que havia visto à direita e à esquerda do castiçal, especificamente, com relação a dois ramos de oliveira que estavam próximos aos tubos de ouro e que vertem azeite dourado (Zc 4:11).

Ao que foi respondido: “Não sabes tu o que é isto?” O profeta não se fez de rogado e disse: – ‘Não, SENHOR meu’. E foi esclarecida a questão: – ‘Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda a terra’.

A mensagem a ser retransmitida fica em segundo plano devido à visão e à curiosidade do profeta. E quem são os dois ungidos? As duas testemunhas do livro do Apocalipse? Não! No caso em questão, refere-se ao governador Zorobabel e ao sacerdote Josué, os dois ramos das oliveiras que abasteciam as lâmpadas do castiçal, que, por sua vez, representam a nação de Israel.

 

Aplicação prática

Geralmente, essa passagem bíblica, que contém a palavra de Deus, direcionada a Zorobabel, é lida quando do lançamento da pedra fundamental dos templos e, em seguida, o preletor transmite uma mensagem de encorajamento para o líder daquela comunidade, dando a entender que, da mesma forma que Deus foi com Zorobabel, Deus apoia o líder daquela comunidade local.

Tal posicionamento é verdadeiro? Não! A palavra de Deus dada a Zacarias é personalíssima. Somente Zorobabel teve garantia de que terminaria a obra do templo que iniciou. A promessa foi feita, como garantia de que Deus falou por boca de Zacarias, portanto, não se aplica a mais ninguém!

Dizer que as pessoas que se opõem à construção do templo serão abatidas, ou, que não se pode desprezar o fato de o templo ser pequeno, ou, que Deus está nesse ‘negócio’, etc., não se aplica aos eventos dos dias atuais. Essa profecia foi dada a Zorobabel e era exclusiva para ele. Ninguém pode se arvorar no direito de ser sujeito dessa profecia.

A única questão dessa passagem bíblica, que se aplica a todos os homens e em todas as épocas, é a palavra que diz: “Não por força, nem por violência, mas, sim, pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos” (Zc 4:6). O que se aplica a todos os homens foi dito através de enigmas, já a mensagem dada a Zorobabel, foi dada abertamente.

Percebe-se que, nas passagens bíblicas que Deus trata com algum personagem, o que é próprio ao individuo é dito abertamente, como foi a palavra dita a Saul, acerca dos amalequitas. O que é de importância para todos os homens, é dito de modo poético e enigmático, como se lê:

“Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros” (1 Sm 15:22).

Os cristãos não tem que se preocupar com amalequitas e ninguém ou, qualquer instituição no tempo presente, se compara àquele povo destruído completamente por Deus. Mas, da desobediência de Saul ficou a instrução de que Deus não se agrada de sacrifícios, mas, que se obedeça à Sua palavra.

A obediência de Zorobabel e a desobediência de Saul são ‘figuras’ deixadas para instrução dos cristãos, para não incorrerem em desobediência ou, para os motivar a seguir o exemplo de obediência. Dessas figuras não se pode abstrair que, se os cristãos alcançam as promessas que foram feitas a eles ou, que é possível serem rejeitados, em função de alguma ação que não seja a desobediência ao evangelho.

“E estas coisas foram-nos feitas em figura, para que não cobicemos as coisas más, como eles cobiçaram” (1 Co 10:6).

 

Correção ortográfica: Pr. Carlos Gasparotto

Claudio Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, atualmente exerce a função de Capitão da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudosbiblicos.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

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