Como entender o termo ‘obra’ na Bíblia?

Jamais alguém poderá jactar-se de obedecer, pois sem o mandamento não há obra a realizar. É em virtude da necessidade de sujeição do servo ao mandamento que, no ‘ágape’, descrito pelo apóstolo dos gentios, não há vanglória (1 Co 13:4).


“E eles vêm a ti, como o povo costumava vir, e se assentam diante de ti, como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza.” (Ez 33:31)

 

Mandamento e obediência

Para compreender o termo ‘obra’, no contexto bíblico, basta utilizar um dicionário da língua portuguesa? Ex:

“Obra – o.bra ˈɔbrɐ nome feminino 1. resultado de uma ação ou de um trabalho; produto, efeito 2. Edifício 3. edifício em construção 4. ação, feito 5. trabalho literário, científico ou artístico 6. Malícia 7. Trapaça 8. Dificuldade 9. plural ações, trabalhos 10. plural construções, tais como pontes, viadutos, túneis e muros de suporte, necessárias ao estabelecimento de uma via de comunicação.” Obra, in Dicionário Infopédia da Língua Portuguesa, com Acordo Ortográfico [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-08-02 16:54:06]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/obra

Um dicionário bíblico auxiliaria o entendimento? Observe a definição que consta do Dicionário Bíblico Strong, tanto no hebraico, quanto no grego:

“04399 m êlakah procedente da mesma raiz que 4397; DITAT – 1068b; n f 1) ocupação, trabalho, negócio 1a) ocupação, negócio 1b) propriedade 1c) trabalho (algo feito) 1d) obra 1e) serviço, uso 1f) negócio público 1f1) político 1f2) religioso”

“2041 εργον ergon de uma palavra primária (mas obsoleta) ergo (trabalhar); TDNT – 2:635,251; n n 1) negócio, serviço, aquilo com o que alguém está ocupado. 1a) aquilo que alguém se compromete de fazer, empreendimento, tarefa 2) qualquer produto, qualquer coisa efetuada pela mão, arte, indústria, ou mente 3) ato, ação, algo feito: a ideia de trabalhar é enfatizada em oposição àquilo que é menos que trabalho.” Dicionário Bíblico Strong.

Essas definições servem para que o leitor das Escrituras compreenda o seguinte versículo:

“Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1 Jo 3:18).

Considerando que o termo grego ‘ágape’, utilizado para compor a oração ‘não amemos de palavra’, tem o sentido de obedecer, honrar e/ou servir e que o apóstolo amado, implicitamente, fez referência aos profetas, conforme depreendemos dos versos abaixo:

“Pois que este povo se aproxima de mim com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas, o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído” (Is 29:13).

“E eles vêm a ti, como o povo costumava vir, e se assentam diante de ti, como meu povo e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza” (Ez 33:31; Sl 5:9; Mt 15:7-9; Jo 7:19; Rm 3:13; Rm 10:2).

Percebe-se que, dentro do contexto das Escrituras, o termo ‘obra’ possui uma denotação diferente da ideia que estamos acostumados a utilizar e que consta nos dicionários, pois, através de associações, nos remete a um conceito antigo quase esquecido. Nas Escrituras, vê-se incrustrado no termo, um significado que é próprio à época em que o termo foi utilizado pelos profetas.

A observação: ‘mas não as põem por obra’, que consta em Ezequiel, é o mesmo que não obedecer, não executar, não observar, não praticar, etc. A linguagem utilizada pelos profetas e pelos apóstolos está embebida nos valores próprios às sociedades da antiguidade.

A nossa sociedade, pelos seus valores, só consegue indicar através do termo ‘obra’ a de ocupação, trabalho, negócio, construção, etc., porém, nas sociedades antigas, o termo ‘obra’ compreendia o resultado de uma ação, em decorrência da obediência a um mando.

“… existe uma obra, desde que haja comando de uma parte e de outra, obediência” (ARISTÓTELES, 2011, p. 25);

“… um ser que ordena e um ser que obedece” (ARISTÓTELES, op. cit., p. 20);

“Ora, o escravo faz parte do seu senhor, como um membro vivo faz parte do corpo – apenas essa parte é separada” (ARISTÓTELES, op. cit., p. 29).

A visão das civilizações da antiguidade clássica, acerca do termo ‘obra’, e como devemos compreender o termo no contexto das Escrituras, não consta dos dicionários, mas, podemos abstrair o seu significado de textos antigos, que descrevem a sociedade à época.

O mandamento, invariavelmente, precede a obediência, pois esta depende daquele. Não há como um servo realizar uma obra, sem que haja um mandamento, e a obra é produto da obediência a um mando.

“Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui” (Jo 14:31).

Jamais alguém poderá jactar-se de obedecer, pois sem o mandamento não há obra a realizar. É em virtude da necessidade de sujeição do servo ao mandamento que, no ‘ágape’, descrito pelo apóstolo dos gentios, não há vanglória (1 Co 13:4).

Considerando a observação do apóstolo Paulo sobre o amor, certo é que distribuir toda fortuna para o sustento dos pobres não é amor, entretanto, quando Jesus determina ao jovem rico distribuir todos os seus bens aos pobres, caso o jovem obedecesse, tal ação seria ágape.

“E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Falta-te uma coisa: vai, vende tudo quanto tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; e vem, toma a cruz e segue-me” (Mc 10:21);

“E, ainda, que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres e, ainda, que entregasse o meu corpo para ser queimado, se não tivesse amor, nada disso me aproveitaria” (1 Co 13:3).

A voluntariedade em doar os bens não é amor, e sim, acatar o mandamento do seu senhor. O segredo do amor está no mandamento, assim como a obra decorre do mandamento.

“… um mandamento que me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza” (Sl 71:3; 1 Tm 2:4; 1 Jo 4:16; Rm 5:5).

É por isso que, através de uma linguagem aristocrática, Jesus apresenta, de modo imperioso, a obra de Deus: – ‘Que creiais naquele que Ele enviou’ (Jo 6:29), quando os seus ouvintes indagaram como ser servo de Deus: – ‘Que faremos para executarmos as obras de Deus?’ (Jo 6:28).

Deus – mandamento – Obra – “Jesus respondeu e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” (Jo 6:29);

Homem – obediência – Obra – “Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus?” (Jo 6:28).

Nesse sentido, o crente em Cristo é um homem de obra, um contraponto a quem é de palavra e de língua:

“E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos” (Tg 1:22);

“Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito” (Tg 1:25);

“Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus” (Jo 3:21);

“Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem, tanto ao Pai. como ao Filho” (2 Jo 1:9).

Segundo o profeta Ezequiel, era sem valor os filhos de Israel se apresentarem, rotineiramente, no templo para ouvir as Escrituras, como se, de fato, fossem povo de Deus, se eles não obedeciam a Deus. A atitude dos filhos de Israel não passava de lisonjas, pois, na verdade, seguiam a avareza dos seus corações.

A avareza remete ao lucro, às riquezas, evidenciando que ninguém pode servir a dois senhores, pois, é impossível servir a Deus e seguir a avareza do coração:

“E eles vêm a ti, como o povo costumava vir, e se assentam diante de ti, como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza” (Ez 33:31; Is 29:13; Jr 12:2);

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou, há de odiar um e amar o outro ou, se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6:24).

 

Mandamento de Deus e mandamento de homem

O termo ‘obra’ é muito utilizado para levantar a seguinte questão: ‘O homem é salvo pela ‘fé’ ou, é ‘salvo pelas obras’?’, o que invariavelmente desembocará na aparente contradição entre o exposto pelo apóstolo Paulo e Tiago.

Aqui se faz necessário destacar que, além de compreendermos a essência dos termos utilizados pelos apóstolos, isto, considerando o uso que faziam dentro da sociedade à época, temos que considerar o público alvo da mensagem.

Apesar de o público alvo das epístolas do apóstolo Paulo e do irmão Tiago serem cristãos, este escreveu a cristãos convertidos, dentre os judeus e aquele a cristãos, dentre os gentios.

Devemos lembrar que os destinatários das cartas do Novo Testamento eram conhecedores do evangelho e a função precípua das cartas era trazer à lembrança dos cristãos o que eles já conheciam.

“Porque nenhumas outras coisas vos escrevemos, senão as que já sabeis ou, também, que já reconheceis; e espero que até o fim as reconhecereis…” (2 Co 1:13; Gl 1:8; 1 Co 15:1; 2 Ts 2:5).

Através desse verso, constata-se que o objetivo do apóstolo Paulo era fazer com que os cristãos de Corinto não esquecessem o que aprenderam, ou seja, das cartas do N. T., que não são evangelísticas, antes, foram escritas com o fito de relembrar a doutrina que haviam aprendido.

Embora a mensagem anunciada pelo apóstolo dos gentios é a mesma mensagem anunciada por Tiago, irmão biológico de Jesus,  o público alvo da mensagem distingue-se um do outro, em função da nacionalidade.

Analisando as epístolas paulinas, verifica-se que, na maioria das vezes, ele utiliza o substantivo grego πιστις (pistis), traduzido por ‘fé’, com o significado de evangelho, doutrina, querigma, mandamento, etc. Daí, as proposições objetivas: pregação da fé (Gl 3:2 e 5), obediência da fé (Rm 1:5; Rm 16:26), anunciada a vossa fé (Rm 1:8), lei da fé (Rm 3:27), aceitamos a fé (Rm 13:11), palavra da fé, que pregamos (Rm 10:8), fé do evangelho (Fl 1:27), etc.

“Mas, que se manifestou agora e se notificou pelas Escrituras dos profetas, segundo o mandamento do Deus eterno, a todas as nações para obediência da fé” (Rm 16:26);

“Em quem, também, vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação…” (Ef 1:13);

“Não sabeis vós que, a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis ou, do pecado para a morte, ou, da obediência para a justiça?” (Rm 6:16).

Se entendermos que o evangelho é mandamento de Deus que demanda obediência por parte do homem, pois Ele é Senhor, e os homens servos, onde há mandamento que demanda obediência, há uma obra: a obra da fé (1 Ts 1:3; 2 Ts 1:11).

“Como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo” (2 Ts 1:8);

“Mas, nem todos têm obedecido ao evangelho; pois, Isaías diz: SENHOR, quem creu na nossa pregação?” (Rm 10:16).

Poucas vezes o apóstolo dos gentios utiliza o substantivo πιστις (pistis) no seu aspecto subjetivo (no sentido de crer), se comparado ao aspecto objetivo. No sentido de crer, acreditar, o apóstolo Paulo utiliza a forma verbal πιστευω (pisteuo), como encontramos em Romanos 1, verso 16:

“Não me envergonho do evangelho, pois é poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1:16).

Isto posto, vale destacar que, quando o apóstolo Paulo utiliza o termo grego πιστις (pistis), para dizer que, pela graça somos salvos,por meio da ‘‘” (Ef 2:8), ele está destacando que somos salvos por meio do evangelho. Se o homem é salvo por meio do evangelho, certo é que é imprescindível obedecer ao mandamento de Deus, que é crer naquele que Ele enviou.

 “E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo…” (1 Jo 3:23).

Como a fé apresentada pelo apóstolo Paulo é mandamento que exige obediência, temos, então, a obra de Deus:

“Jesus respondeu e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” (Jo 6:29).

Na exposição de Jesus, temos um mandamento que demanda obediência, daí resulta a obra!

Considerando a exposição do irmão Tiago, observamos que ele utiliza o substantivo grego πιστις (pistis) no sentido subjetivo, apontando para a confiança, a crença do indivíduo, diferentemente do uso que o apóstolo dos gentios fez.

“Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência” (Tg 1:3);

“Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando” (Tg 1:6);

No verso 1, do capítulo 2, quando Tiago exorta os cristãos a equidade, o substantivo grego πιστις (pistis) novamente é utilizado no sentido de crer. Os cristãos são orientados a não terem a fé de Cristo em acepção de pessoas, ou seja, na qualidade de crentes em Cristo não podiam fazer acepção de pessoas. Ocorre quase que uma adjetivação do substantivo πιστις (pistis).

Já no verso 5, do capítulo 2, o substantivo πιστις (pistis) é utilizado no sentido objetivo, significando evangelho, verdade. Ser rico na fé é o mesmo que ser herdeiro de Deus, e coerdeiro com Cristo (Rm 8:17), pois Cristo é o autor e consumador da fé, e, portanto, a fé manifesta (Gl 3:23; Hb 12:2).

Quando Tiago questiona se há proveito em alguém dizer que tem fé, novamente, é utilizado o substantivo πιστις (pistis), porém, do ponto de vista subjetivo, significado ‘crer’. De que adianta alguém dizer que crê, se não tem obras? Aqui cabe a observação de Cristo: ‘Credes em Deus, crede, também, em mim’ (Jo 14:1), pois, de que adianta crer em Deus e não realizar a sua obra, se o mandamento de Deus é crer naquele que Ele enviou?

Quando Tiago questiona se tal fé pode salvar, ele, assim, o faz, apontando para a disposição interna do indivíduo, no sentido de ser possível o ‘acreditar’, salvar. Diferentemente, o apóstolo Paulo utiliza o termo fé, no sentido de evangelho, portanto, o evangelho pode salvar, pois é poder de Deus para a salvação. Já, o irmão Tiago, utiliza o termo no sentido de ‘crer’ e acreditar é poder de Deus para a salvação.

Tiago só utiliza a forma verbal πιστευω (pisteuo), traduzido por ‘crer’, nos versos 19 e 23 do capítulo 2, de sua epístola. Se alguém acredita que Deus é um só, faz bem, mas os demônios também creem. Abraão, diferentemente, creu em Deus, porém, em obediência à ordem de Deus, ofereceu o seu único filho sobre o altar (Tg 2:21-22).

Daí o desafio: mostre que você acredita em Deus, sem realizar o que Ele determina, pois, só é possível demonstrar que se acredita nele, quando se obedece ao seu mandamento (Tg 2:18).

Tiago demonstra que crer sem obedecer é inócuo. Dizer que crê em Deus ou, que acredita que Ele é único, sem realizar a sua obra, é comparável a um corpo sem espírito (Tg 2:26). Dizer que tem fé (crê) sem obedecer, é o mesmo que ouvir a palavra de Deus e não executar a obra:

“E eis que tu és para eles como uma canção de amores, de quem tem voz suave, e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra” (Ez 33:32).

O ouvinte não cumpridor, é semelhante ao homem que se contempla no espelho e, após contemplar o seu rosto natural, vai-se e logo se esquece de como era (Tg 1:23). Daí a ordem para que fossem cumpridores da palavra, não somente ouvintes (Tg 1:22), pois, ouvir a lei não torna ninguém justo diante de Deus, mas os que praticam, hão de ser justificados (Rm 2:13).

“Buscai ao SENHOR, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; pode ser que sejais escondidos no dia da ira do SENHOR” (Sf 2:3).

O crente em Cristo é um homem de obra, pois é o executor da obra da fé, que é crer em Cristo. A obra que o crente executa não diz das obras da lei, pois, pela lei ninguém é justificado (Rm 3:20; Gl 2:16), mas, sim, pela obra da fé, que é crer em Cristo.

Por isso, a necessidade de rejeitar toda imundície e malicia dos judaizantes e por obra à palavra enxertada, pois é a palavra do evangelho que salva.

“Por isso, rejeitando toda a imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas (…) Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito” (Tg 1:21 e 25).

 

Correção ortográfica: Pr. Carlos Gasparotto

Claudio Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, atualmente exerce a função de Capitão da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudosbiblicos.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

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