Salmo 49 – Resolva o Enigma do Oráculo

A mensagem do salmista não se ocupa das mazelas socioculturais da humanidade. Não tem em vista a sabedoria ou o conhecimento de cunho filosófico, sociológico ou científico. Por quê? Porque as Escrituras demonstram que tal sabedoria diante da mensagem divina é destruída, aniquilada ( 1Co 1:19 ). Que tipo de sabedoria e entendimento o salmista propõe revelar então? A sabedoria deste mundo? Ele produziria conhecimento científico? Que tipo de entendimento? A resposta encontra-se no verso seguinte: “Ouvirei o oráculo, e revelarei o meu enigma ao som da harpa”, ou seja, uma profecia ( 1Cr 25:1 ).


Salmo 49 – Enigmas do Oráculo

1 OUVI isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo,
2 Tanto baixos como altos, tanto ricos como pobres.
3 A minha boca falará de sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento.
4 Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; declararei o meu enigma na harpa.
5 Por que temerei eu nos dias maus, quando me cercar a iniquidade dos que me armam ciladas?
6 Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas,
7 Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele
8 (Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre),
9 Para que viva para sempre, e não veja corrupção.
10 Porque ele vê que os sábios morrem; perecem igualmente tanto o louco como o brutal, e deixam a outros os seus bens.
11 O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes.
12 Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem.
13 Este caminho deles é a sua loucura; contudo a sua posteridade aprova as suas palavras. (Selá.)
14 Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles e os retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação deles.
15 Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá. (Selá.)
16 Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece.
17 Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.
18 Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma; e os homens te louvarão, quando fizeres bem a ti mesmo,
19 Irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz.
20 O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem.

 

“OUVI isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo”

A mensagem que um dos filhos de Coré deixou registrado neste salmo é inclusiva. Todos os habitantes da terra em todos os tempos necessitam ouvi-la.

Aparentemente o salmista compôs somente um cântico, porém, podemos ouvi-lo anunciando aos brados uma mensagem importantíssima à humanidade.

Mas, como fazê-la ecoar ao longo dos anos? Que recurso o salmista poderia utilizar à época para que toda a humanidade fosse informada da mensagem? A poesia aliada ao canto era o melhor recurso disponível na antiguidade para se propagar uma mensagem através dos tempos.

O salmista clama a todos os povos, ou seja, tanto judeus quanto gentios. Não há acepção de pessoas: os destinatários da mensagem são todos os moradores do mundo! ( Sl 49:1 ).

 

“Tanto baixos como altos, tanto ricos como pobres”

Para não restar dúvidas, o salmista deixa claro que a mensagem abrange tanto as pessoas proeminentes, quanto as sem expressão social. A condição financeira não é causa excludente: tanto ricos quanto os pobres devem ouvir e atender a mensagem ( Sl 49:2 ).

 

“A minha boca falará de sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento”

O motivo da poesia e canto não é um ode ao moralismo, ao legalismo, à consciência ou ao bom caráter, antes, o salmista se propõe a falar de uma sabedoria e de um entendimento específico ( Sl 49:3 ).

A mensagem do salmista também não se ocupa das mazelas socioculturais da humanidade. Não tem em vista a sabedoria ou o conhecimento de cunho filosófico, sociológico ou científico. Por quê? Porque as Escrituras demonstram que tal sabedoria diante da mensagem divina é destruída, aniquilada “Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos inteligentes” ( 1Co 1:19 ).

Que tipo de sabedoria e entendimento o salmista propõe revelar então? A sabedoria deste mundo? Ele produziria conhecimento científico? Que tipo de entendimento? A resposta encontra-se no verso seguinte: “Ouvirei o oráculo, e revelarei o meu enigma ao som da harpa”, ou seja, uma profecia (1Cr 25:1 ).

 

“Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; declararei o meu enigma na harpa”

O salmista daria ouvidos à ‘palavra da profecia’ e haveria de revelá-la aos seus interlocutores ao som da harpa (v. 5), tudo isto conforme o que foi estipulado para o seu ministério “E DAVI, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, com címbalos, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério:” ( 1Cr 25:1 ).

A mensagem anunciada ao som da harpa, além de profética, é um grande enigma. Para compreender a grandeza da mensagem anunciada pelo salmista é necessário descobrir o significado dos seus enigmas.

Qual a natureza do enigma, da parábola, ou do oráculo? A palavra da profecia diz da sabedoria do alto, e não do conhecimento terreno “Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” ( Tg 3:17 ). O salmista declarou a sabedoria que faz o homem perfeito em Deus “A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo” ( Cl 1:28 ).

Diante do enigma do evangelho o conhecimento humano torna-se loucura “Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?” ( 1Co 1:20 ), pois a parábola anunciada ao som da harpa do salmista é Espírito e poder “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” ( 1Co 2:4 ); “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” ( 1Co 1:18 ).

O que a humanidade pede ou busca não se encontra nas Escrituras “Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria. Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos” ( 1Co 1:22 – 23 ); “Visto que rejeitaram a palavra do Senhor, que sabedoria teriam?” ( Jr 8:8 -9).

Haveria algum motivo específico para que o salmista profetizasse acerca de si mesmo? A vida de um dos filhos de Coré seria de importância mundial? Ao menos o filho de Coré, que redigiu este salmo, fazia parte da linhagem de Cristo? O que havia neste filho de Coré que serviria de instrução para Israel e o mundo? Nada! A importância reside única e exclusivamente na profecia que o salmista anunciou ao som da harpa.

De quem fala o oráculo? Qual o evento posterior à profecia que é de interesse mundial? (v. 1 e 2) Por acaso não seria o advento do Messias?

A vida do salmista não é de interesse da humanidade, tanto que nada sabemos acerca do filho de Coré, mas o que foi profetizado por ele nos conduz a uma pessoa que é de interesse de toda a humanidade: Jesus, o Cristo de Deus.

Esta profecia redigida por um dos filhos de Coré e cantada ao som da harpa compõe o Livro dos Salmos, o que a torna parte das Escrituras. Portanto, ao examinar o Salmo 49, examinamos as Escrituras, e este salmo testifica do Cristo “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” ( Jo 5:39 ).

O salmo 49 não versa sobre a vida de um dos filhos de Coré, antes a mensagem enigmática, de importância mundial, diz de Cristo, que é sabedoria de Deus. Diz do Verbo de Deus encarnado, que todos os moradores do mundo necessitam conhecer.

Observe a seguinte relação: Jesus nomeou as Escrituras de sabedoria de Deus “Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros” ( Lc 11:49 ), e, por sua vez, Cristo foi ‘feito’ por Deus sabedoria “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” ( 1Co 1:30 ).

 

“Por que temerei eu nos dias maus, quando me cercar a iniquidade dos que me armam ciladas?”

Inúmeras ciladas e armadilhas ao longo dos séculos foram implementadas pelos servos da iniquidade, porém, que interesse haveria para o mundo as ciladas anunciadas por um dos filhos de Coré? De que tipo de cilada o salmista faz referência?

As palavras dos ímpios são ciladas As palavras dos ímpios são ciladas para derramar sangue…” ( Pv 12:6 ), e os lideres religiosos de Israel se encaixam na descrição do salmista, pois suas palavras eram verdadeiras ciladas. As características dos iníquos que a profecia apresenta remontam o caráter, a conduta e a intenção dos lideres da religião à época de Cristo “Se o deixamos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação” ( Jo 11:48 ); “Depois os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás. E consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem” ( Mt 26:3 -4).

Os lideres de Israel eram os interpretes das Escrituras e prezavam o cumprimento da lei, porém, no afã de preservarem seus lugares ( Jo 11:48 ), violaram a própria lei: emboscaram e derramaram sangue do Inocente ( Mt 26:4 ).

Além de prevaricarem em relação as suas atribuições ( Is 43:27 ), tornaram-se os agentes que implementaram o que fora predito por um dos filhos de Coré. Não observaram as Escrituras e com palavras armaram uma cilada para o Inocente: “Se disserem: Vem conosco a tocaias de sangue; embosquemos o inocente sem motivo” ( Pv 1:11 ).

Os lideres religiosos que tinham o dever de interpretar as Escrituras prevaricaram quanto às suas atribuições ( Pv 6:17 ; Is 59:7 ; Mt 27:4 ; Mt 27:24 ). As palavras deles eram verdadeiras ciladas para derramar sangue do Inocente, que por sua vez não temeu os dias maus “Uma flecha mortífera é a língua deles; fala engano; com a sua boca fala cada um de paz com o seu próximo mas no seu coração arma-lhe ciladas ( Jr 9:8 ; Mt 12:34 ; Lc 6:45 ).

O filho de Coré profetizou acerca de um tempo específico: os ‘dias maus’, ou seja, os dias em que os lideres judeus armariam ciladas contra o Inocente para matá-Lo.

Os ‘dias maus’ não apontam para os tempos em que o povo de Israel estivesse em guerra com os povos vizinhos. Não! O salmista deixa especificado que os dias maus ocorreriam quando homens iníquos armassem ciladas com palavras contra Àquele que não temeria.

O salmista anuncia palavras que demonstram total confiança em Deus, ou seja, total confiança no Autor do oráculo.

O versículo 5 do salmo 49 é ilustrado pelo salmo 59: “LIVRA-ME, meu Deus, dos meus inimigos, defende-me daqueles que se levantam contra mim. Livra-me dos que praticam a iniquidade, e salva-me dos homens sanguinários. Pois eis que põem ciladas à minha alma; os fortes se ajuntam contra mim, não por transgressão minha ou por pecado meu, ó SENHOR” ( Sl 59:1 -3).

O Senhor Jesus não temeu os dias maus, pois ele deu ouvidos aos oráculos de Deus “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” ( Fl 2:8 ), pois convinha que ele padecesse pelo povo “Nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação” ( Jo 11:50 ; Is 53:4 ).

Porém, os filhos do povo (os judeus) permaneciam fiados na própria sabedoria, e não deram ouvidos à palavra do Senhor expressa nos seus oráculos “Pelo pecado da sua boca e pelas palavras dos seus lábios, fiquem presos na sua soberba, e pelas maldições e pelas mentiras que falam” ( Sl 59:12 ).

 

“Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas”

Descobrimos até aqui dois enigmas:

  • Que o oráculo do salmista refere-se ao Messias;
  • Que as ciladas utilizadas pelos iníquos seriam ‘ciladas com palavras’.

O significado do terceiro enigma deve ser depreendido do verso 6.

Que relação há entre a ‘iniquidade’ e as ‘riquezas’ dos iníquos que armariam ciladas contra o Cristo? Podemos considerar que os desprovidos de bens materiais são justos diante de Deus? Podemos considerar que possuir bens e herdades é causa de eterna perdição? Não! Se riquezas materiais fossem causa da perdição dos ricos e dos nobres, o salmista não direcionaria sua mensagem também aos pobres ( Sl 49:2 ).

Ora, o salmista estende o seu convite a ricos e pobres, isto porque tanto ricos quanto pobres podem ser iníquos. Tanto plebeus quanto nobres podem ser iníquos. Tanto judeus quanto gregos podem ser iníquos, pois não há sobre a face da terra homem que seja justo (pobres ou ricos, judeus ou gregos, etc.) ( Sl 14:3 ).

Iniquidade refere-se especificamente à condição do homem divorciado do Criador, sem qualquer relação com a sua posição sócio-econômica ou cultural. O homem é gerado em iniquidade e concebido em pecado ( Sl 51:5 ).

No que consiste confiar nas riquezas? Por que o salmista protesta contra os que se gloriam nas suas posses? Quais são as riquezas e bens que o salmista faz referência?

Ora, este é mais um enigma declarado pelo salmista ao som da sua harpa!

Para decifrá-lo, analisemos esta passagem bíblica: “Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!” ( Lc 18:10 -12).

O cobrador de impostos é alguém necessitado (pobre) que espera ser agraciado (misericórdia) por Deus. Já o fariseu é um homem abastado (rico), ou seja, um religioso, que apesar de agradecer a Deus, confia em seus méritos, na sua moral e no seu comportamento ilibado quando se dirige a Deus em oração.

A atitude do publicano de ficar em pé ao longe, sem ao menos levantar os olhos ao céu batendo no peito, demonstra que ele reconhecia a sua miserável condição diante de Deus: pecador. Um pecador é alguém que carece da graça de Deus. É alguém necessitado, pobre, miserável.

A atitude do fariseu é de alguém abastado (rico). Ele considerava estar em uma condição privilegiada, se comparado a outros homens. Para ele os homens eram pecadores por serem roubadores, injustos e adúlteros. Ora, como o fariseu não roubava, era fiel no trato, não adulterava, não era como o publicano, jejuava e dizimava, considerava ser alguém abastado e rico.

O fariseu é um dos que confiavam em suas ‘fazendas’, que se gloriava das suas ‘riquezas’ e que não foi declarado justo por Deus. Quais riquezas ele possuía? Não roubar, não adulterar, não matar, dar o dízimo, não ser como os outros homens, etc. Não vemos na oração do fariseu ele declarando que possuía herdades e bens.

Apesar de se aplicar as boas ações, a Jesus declarou que ele não foi justificado. Por que ele não foi justificado? Porque confiava em suas virtudes, em seus méritos e na sua origem. Ele deixou de confiar em Deus, passando a considerar as suas virtudes, méritos e origem como requisitos para salvação.

Mais um enigma é decifrado: ‘riquezas’ e ‘fazendas’ referem-se aos méritos e obras dos homens. As riquezas e herdades referem-se a tudo que o homem executa e se estriba na intenção de alcançar a salvação. A salvação só é possível àqueles que confiam em Deus, do modo que fez o publicano ( Sl 62:7 ).

Após resolver o enigma seria possível prever as virtudes e os méritos daqueles que haveriam de armar ciladas com palavras contra o primogênito de Deus. Quem seriam os iníquos que armariam ciladas contra o primogênito de Deus? Homens que ‘confiam em suas posses, que se gloriam em suas riquezas’, ou seja, homens que eram justos aos seus próprios olhos, pois estavam fiados em suas origens, religiosidade, méritos e virtudes “Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade” ( Mt 23:28 ).

 

“Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele (Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre), Para que viva para sempre, e não veja corrupção”

Nenhum dos religiosos à época de Cristo, de modo algum, poderia remir seu irmão. Nenhum dos lideres possuía ‘fazenda’ ou ‘riquezas’ que pudesse dar a Deus o resgate por seus irmãos. Por que não? Porque a redenção da alma de um único homem é caríssima, ou seja, as possessões (riquezas) que os homens angariam com a força de seus braços não é suficiente para pagar o valor do resgate de uma única alma.

Deus conhece as obras dos homens iníquos, pois elas não são feitas n’Ele ( Is 55:2 ; Ap 3:16 ; Jo 3:20 ). Deus em todos os tempos aconselha: “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas” ( Ap 3:18 ).

Embora os lideres judaicos falassem cada um com o seu companheiro de paz, justiça e equidade social, eram iníquos, pois não confiavam em Deus, antes confiavam em suas boas ações, no produto de suas próprias realizações (trabalho).

Eles pensavam ter ‘posses’, que eram ‘ricos’ segundo as suas realizações, que eram abastados o suficiente para adquirir salvação ( Is 55:2 ), porém, esqueceram que Deus olha o coração e vê quem são os homens que ajuntam riquezas com violência ( Jr 17:10 -11 ; Is 59:6 ; Jr 17:11 ), sem acatar a recomendação de Deus: que comprem ouro provado no fogo ( Ap 3:18 ).

Nenhum dos iníquos tinha condição de dar o resgate pelos seus entes, para que eles vivessem eternamente, e não mais vissem a corrupção ( Sl 49:9 ).

 

“Porque ele vê que os sábios morrem; perecem igualmente tanto o louco como o brutal, e deixam a outros os seus bens. O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes. Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem”

O salmista lembra que todos os homens podem ver que os sábios morrem (v. 10), o que confirma que ninguém pode remir o seu irmão (v. 7), para que eles não vejam a corrupção (v. 9).

Do ponto de vista dos homens, todos podem constatar que os sábios morrem. Do ‘ponto de vista’ divino, perecem igualmente o louco (os homens que são sábios aos seus próprios olhos e o homem ignorante (bruto). Os homens sem entendimento, simples, brutos são iguais aos ‘sábios’ que rejeitam a palavra de Deus: igualmente perecem “Os sábios são envergonhados, espantados e presos; eis que rejeitaram a palavra do SENHOR; que sabedoria, pois, têm eles?” ( Jr 8:9 ; Is 8:15 ).

No verso 10 há uma figura de linguagem (antítese) entre as palavras ‘sábios’ e ‘loucos’, pois ambas refere-se às mesmas pessoas: “Vê-se os sábios morrer, perecer o louco e o bruto, deixando seus bens a outros” (v. 10). Os homens ‘sábios’ aos seus próprios olhos são ‘loucos’, pois a sabedoria dos homens é loucura diante de Deus. Diante desta relação entre as palavras ‘sábios’ e ‘loucos’ é que se estabelece o mesmo fim para ‘loucos’ e ‘brutos’ “Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” ( 1Co 3:19 ).

Tanto os ‘loucos’, quanto os ‘brutos’ deixam aos seus semelhantes os seus bens, ou seja, um legado.

Após apresentar a real condição dos homens iníquos (v. 5) , o salmista traz a lume o pensamento deles. Eles acreditavam “…que suas casas” seriam “perpétuas” e suas “habitações de geração em geração”, ou seja, pensavam que haviam alcançado eterna salvação.

Casa fala de segurança: outro enigma! Pensavam que habitariam seguros perpetuamente. Consideram que herdaram (terra) o direito à salvação pelo nome (judeus) que possuem: descendentes de Abraão, Isaque e Jacó! Qual o motivo de se dar às terras os seus nomes? Para que os seus filhos fossem herdeiros. Terras falam de herdades, e nome refere-se a direito. Pelo nome que possuíam, pensavam ter direito a salvação ( Sl 49:11 ).

Porém, a realidade é totalmente diferente da concepção que os iníquos nutrem “Todavia…” ( Sl 49:12 ). Apesar da ‘riquezas’ que possuem (v. 6), inexoravelmente perecerão ( Sl 1:5 ). Na bíblia a palavra ‘perecer’ refere-se a existência alienada de Deus.

Eterna perdição é o destino do caminho daqueles que confiam em si mesmos, ou seja, que confiam em suas riquezas, que confiam na força do seu próprio braço, assim como Cristo demonstrou na parábola do publicano e do fariseu que subiram ao templo para adorar “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!” ( Jr 17:5 ). Resumindo: “Como a perdiz, que choca ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não retamente; no meio de seus dias as deixará, e no seu fim será um insensato” ( Jr 17:11 ; Is 59:6 ).

O homem que está em honra e não permanece (v. 12), além de se referir aos iníquos que armaram ciladas com palavras, também se refere àqueles líderes religiosos, que apesar do dever de proclamar a palavra da verdade, cerceiam aos seus seguidores o reino dos céus, pois utilizam palavras de engano ( Mt 23:13 ).

Tais líderes promovem a confiança em riquezas mal adquiridas, pois não orientam que se compre ouro provado ( Ap 3:18 ; Sl 49:6 ).

 

“Este caminho deles é a sua loucura; contudo a sua posteridade aprova as suas palavras” (Selá)

O caminho deles é único e específico: “Este caminho…” (v. 13).

A ‘loucura’ dos ‘sábios’ não é a ciência, a filosofia, a sociologia, a moral, e nem mesmo a religiosidade. Antes, a ‘loucura’ dos que ‘confiam em si mesmos’ é o caminho deles! Como pode ser isso? O caminho é a loucura? Temos aqui um novo enigma!

O salmista no salmo primeiro anunciou: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores (…) Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpio perecerá” ( Sl 1:1 e 6).

É anunciado de modo ‘velado’ (implícito) neste salmo dois caminhos:

a) um caminho dos justos, e;
b) um caminho dos ímpios.

Não podemos deixar de considerar que existem inúmeros ímpios, porém, há um único conselho para eles; muitos pecadores, só um caminho para eles; muitos escarnecedores, e uma só roda (v. 1). Por fim, conclui-se que existem somente dois caminhos!

Neste diapasão, Cristo anunciou haver dois caminhos:

  • Um caminho largo que conduz à perdição, e;
  • Um caminho estreito, que conduz à vida eterna ( Mt 7:13 -14).

Diante de uma platéia perplexa, Jesus fez um convite a todos como a mesma abrangência que fez o salmista ( Sl 49:1 -2), para que entrassem pela porta estreita ( Mt 7:13 ). Em seguida Jesus apresentou o motivo do convite: “Porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz a perdição” ( Mt 7:13 ).

Ora, para entender a relação que há entre o salmo 1, o salmo 49 e a parábola dos dois caminhos ( Mt 7:13 ), é necessário ser ‘sábio’, instruído pela palavra da profecia, ou seja, deixar de ser sábio aos seus próprios olhos “Quem é sábio, para que entenda estas coisas, e prudente, para que as saiba? Os caminhos do Senhor são retos; os justos andam neles, mas os transgressores neles tropeçam” ( Os 14:9 ; Sl 49:3 ).

Os ‘sábios’ aos próprios olhos não sabem que ao nascer entraram por uma porta larga (Adão), e que seguem por um caminho espaçoso que os conduz a perdição. Os tolos não entendem que o nascimento natural é a porta larga por onde todos os homens entram e passam a trilhar o caminho largo, que por sua vez os conduz à perdição.

O caminho dos que confiam em si mesmo é caminho de perdição (v. 12 e 13). E o caminho dos seus seguidores, ou seja, daqueles que ‘aprovam’ as suas palavras também e de perdição “Todavia, o homem, apesar das suas riquezas, não permanecem (…) este é o caminho daqueles que confiam em si mesmos, e dos seus seguidores, que aprovam as suas palavras” ( Sl 49:12 -13).

Por quê? Porque tanto os que confiam em si mesmos, quanto os seus seguidores, igualmente entraram pela porta larga ao nascerem. Igualmente passaram a andar por um caminho que os levará a perdição. Quem é sábio compreende que os ímpios desviam-se desde a madre. Os que aprendem com os oráculos de Deus e entende os seus enigmas compreende que os ímpios andam errados desde que nascem, pois ao nascer entram por uma porta larga, passando a trilhar um caminho que conduz à perdição ( Sl 58:3 ).

Andam errados desde que nascem, proferindo mentiras! Por conseguinte, os seus seguidores, aqueles que aprovam suas palavras, não se desviam do caminho de perdição ( Sl 49:13 ). A posteridade dos ímpios não se desvia do caminho de perdição, que é a loucura de toda a posteridade de Adão.

“Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles e os retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação deles”

O salmista compara a impotência dos ímpios à das reses quando a caminho do abatedouro. Como as ‘ovelhas’ estão destinados ao abate, eles estão destinados à sepultura, aos cuidados da morte!

A morte não significa aniquilação dos ímpios, como alguns apregoam, visto que, para Deus todos os homens vivem. Além do mais, como será possível os retos terem domínio sobre os ímpios, se ao romper da manhã eles não mais existirem?

Enquanto a formosura dos ímpios que armam ciladas se consome na sepultura, vislumbremos porque o Messias confia inteiramente em Deus ( Sl 49:5).

 

“Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá” (Selá)

O Messias tinha consciência que passaria pelos dias maus, quando homens iníquos o cercariam com ciladas de palavras para o matarem ( At 2:29 -31). Ele estava ciente que desceria a sepultura, porém, era certo que Deus haveria de remir a sua alma do poder da morte, e que O receberia ( Sl 49:15 ).

Os ímpios perecerão e a morte se alimentará deles, ou seja, a morte ‘existe’ por causa da existência dos ímpios. Em função da transgressão de Adão a morte passou a se alimentar dele e de todos os seus descendentes, porém, a morte não tem tal poder sobre o Cristo e os muitos filhos de Deus que são conduzidos à glória ( Hb 2:10 ).

Cristo, o último Adão, foi feito por Deus espírito vivificante. Ele é a porta estreita. Os muitos filhos que são conduzidos por Cristo à glória foram gerados por Deus por intermédio de Cristo. Todos os homens que crêem nascem de novo, ou seja, entram pela porta estreita, e passam a percorrer um novo e vivo caminho que os conduz à vida eterna.

Com base no livramento que Cristo recebeu do Pai, seguem-se uma alerta solene:

 

“Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece. Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará. Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma; e os homens te louvarão, quando fizeres bem a ti mesmo, irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz. O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem”

Após desvendar os enigmas do salmo, é possível compreender o alerta solene: “Não temas!”. O cristão não deve temer homens como o fariseu que subiu ao templo para adorar, e que, por ser religioso e seguidor da lei, recriminou o publicano.

Até em nossos dias muitos se consideram afortunados por serem regrados e possuírem uma religião. Gloriam-se no fato de não serem iguais aos homens comuns, porém, rejeitam o que a palavra de Deus preceitua. Para ele os homens são pecadores por serem roubadores e adúlteros, porém, esquecem que desde a madre a humanidade segue um caminho que conduz à perdição.

Alguns religiosos consideram que, para alcançar a graça de Deus é necessário um ascetismo pessoal rígido, e chegam a proibir o casamento. A doutrina que anunciam apóia-se nas tradições dos homens, conforme suas filosofias.

Os servos de Cristo não podem se submeter àqueles que querem fazê-los presas suas. Muitos líderes religiosos procuram submeter os seus seguidores através de filosofias, vãs sutilezas, que são conforme a tradição dos homens.

Os seguidores de cristo não devem temer o julgamento que os homens fazem por causa do comer, do beber, de festas, ou por causa de dias das semanas. O temor a estas pessoas fará com que o cristão se prive do prêmio da salvação, isto porque tais homens se apresentam com uma pseudo-humildade, baseiam-se em visões e seguem o erro de suas mentes carnais.

O que muitos religiosos fazem tem apenas aparência de sabedoria, de voluntariedade, humildade, ascetismo pessoal, pois se baseiam em preceitos humanos, mas não podem aniquilar a carne ( Cl 2:23 ), o que é possível somente em Cristo ( Cl 2:11 ).

O Cristão deve identificar esses homens que, dissimuladamente, se introduziram entre os cristãos e querem converter em dissolução a graça de Deus ( Jd 1:4 ). São falsos mestres, difamam o que não compreendem ( Jd 1:10 ), e o que se deve compreender de modo natural, como animais irracionais, até nisto se corrompem.

Aparentemente estes homens são ricos e cheios de glória pela vida de austeridade que se propuseram seguir. Suas riquezas e glória firmam-se em práticas virtuosas.

Porém, tais homens nada levam consigo quando morrem, nem a glória de suas práticas os seguirá ( Sl 49:17 ). O fato de ser feliz nesta vida não é sinal de bem-aventurança eterna. Ainda que os ímpios se considerem felizes e sejam louvados por suas realizações, irá ter com a geração dos seus pais: jamais verão a luz da vida! ( Sl 49:19 )

Uma é a geração dos ímpios e outra é a geração dos justos. A geração dos ímpios se perpetua através da descendência de Adão ( Jo 1:12 ), e a geração dos justo só e possível através do novo nascimento, quando Deus concede aos homens um novo coração e um novo espírito ( Sl 51:10 ; Jo 1:13 ; Ez 36:25 – 27).

 

“O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem”

O último verso do salmo encerra a moral do enigma desvendado. O homem que está em uma posição privilegiada diante dos seus, como era o caso dos lideres religiosos à época de Cristo, e não compreende a parábola exposta ao som da harpa (oráculo), é semelhante às reses que são abatidas, seguem por um caminho que os conduz à perdição.

Ter zelo de Deus sem entendimento é permanecer no caminho de perdição, visto que, ao estabelecer a sua própria justiça (confiar em suas riquezas), o homem não se sujeita a justiça que vem de Deus ( Rm 10:1 -4).

A Editora Abril Cultural publicou uma Bíblia sob a coordenação do Pe. Antônio Charbel e do Pe. Joaquim Salvador, tendo o Pe. Ernesto Vogt como tradutor e comentarista do Livro dos Salmos. Temos o seguinte comentário ao Salmo 49 sob o título ‘A futilidade das riquezas’:

“Um sábio, de cítara na mão, convida os peregrinos reunidos no Templo a ouvirem a solução do grande problema, provocado pela riqueza dos maus, o que parece desmentir a justiça divina. Mas a providência serve-se precisamente deste enigma e da inabalável fé na justiça divina, para fazer raiar na mente do salmista a certeza de que, depois da morte, será feita a justiça. Esta é a solução que ele achou, ou antes, que o oráculo divino lhe manifestou (v. 8). Os piedosos pobres e aflitos nada tem que invejar aos ricos ímpios, porque estes, apesar de todas suas riquezas, não se poderão resgatar da morte, abandonando o que possuíam e descendo às trevas para nunca mais ver a luz. Quanto aos fiéis, porém, Deus os livrará da morte acolhendo-os junto de Si (v. 16)” A Bíblia, Vol. 4, Os Livros Sapienciais, Editora Abril Cultural, 2° Edição, 1976, Pag. 112.

No comentário do Pe. Ernesto há uma certa influência da teologia da libertação, que se baseia na opção pelos pobres contra a miséria, através de um engajamento político da cristandade na construção de uma sociedade mais justa e solidária, denunciando a pobreza como um pecado estrutural das sociedades modernas.

Porém, não é esta a temática do Salmo 49. Em primeiro lugar a mensagem do salmista não se restringe aos freqüentadores do templo em Jerusalém, antes tem como alvo a humanidade. Em segundo lugar, o grande problema da humanidade não é a pobreza ou a riqueza dos homens. Em terceiro lugar, não é depois da morte que a justiça de Deus se estabelece, antes ela se deu no princípio, visto que a humanidade foi julgada e condenada em Adão. Em quarto lugar, o Salmo não trata das mazelas socioculturais da humanidade, ou das estruturas econômicas e sociais dos reinos deste mundo.

O fato de alguém ser rico não o torna ímpio, e a pobreza não torna ninguém piedoso. Todos os homens gerados segundo a carne e o sangue (pobres ou ricos, judeus ou gentios, nobres ou escravos, religiosos ou ateus), são ímpios por terem entrado pela porta larga (Adão) que os conduz à perdição ( Sl 62:9 ).

Não obstante, temos o seguinte comentário extraído de uma bíblia comentada evangélica:

“Devemo-nos lembrar, contudo, de que o ponto de vista é o de Israel, e que nem uma ressurreição nem um quinhão celestial aparece no salmo (…) Embora este salmo, naturalmente, nada revele do Evangelho da graça de Deus, encontramos nele algumas palavras que no N.T. têm um sentido abundante e precioso” McNair S.E, A Bíblia Explicada, 4ª Ed, Rio de Janeiro, Editora CPAD, 1983, Pág. 184.

Ora, o ponto de vista do salmo não se restringe ao povo de Israel, visto que trata de uma problemática pertinente a todos os moradores do mundo ( Sl 49:1 ). No salmo não aparece nem um quinhão celestial, ou nada acerca da ressurreição? O que dizer do verso 15? Como os retos terão domínio sobre os ímpios, se o salmo nada diz acerca da ressurreição? ( Sl 49:14 ) O salmo nada revela acerca do Evangelho da graça de Deus? Ora, assim como o evangelho é para todos os povos, para todos os moradores do mundo, tanto pobres quanto ricos, percebe-se que o salmo tem muita coisa em comum com a graça de Deus revelada através do Evangelho “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” ( Jo 5:39 ).

Claudio Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, desde 2004 exerce a função de Tenente da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudobiblico.org), com mais de 360 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

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